Os sonhos, os símbolos e otras cositas más

Ainda em clima de diário de adolescente...

Dia desses, terça-feira se não me engano, acordei sonhando com minha mãe, falecida em fevereiro de 2005. Ela me aparece já toda carequinha, num lugar movimentado, algo como uma grande avenida, como se estivéssemos esperando para atravessar. Há mais uma pessoa, do sexo feminino, não identificada plenamente. Minha mãe parece querer me dizer alguma coisa, mas eu não consigo receber. E pra piorar, meu sonho tem um bug. Eu me pergunto dentro dele se estou sonhando e aí... já viu né?! Tela azul... E lá estou eu acordado.

Pois bem. Não vou perguntar se alguém aí interpreta sonhos antes de relatar o resto.

O dia transcorre de forma relativamente normal. Fora a 1 hora e pouco na fila para almoçar. [Exercícios de paciência e persistência são sempre interessantes]. Fora o professor de Eng Amb com sua teia formada em sala de aula com um rolo de barbante trazido por ele. Fora duas "grandes presenças", as quais eu acompanho no Bar do Gomes, no caldo de inhame no Guimarães, na olhada no Odisséia sediando uma festa da Mtv, na Sinuca da Lapa e na volta pra casa.

Neste último trecho do dia, os símbolos aparecem.

Em plena Av. Mem de Sá, quase em frente ao Arco Íris, esbarro com dois artistas/mercadores de brincos, chaveiros, colares etc. Eles me ofertam as suas belezinhas e se dizem um pouco decepcionados com o Rio de Janeiro, ou melhor, com as pessoas no Rio de Janeiro. Reclamam que a maioria os enxerga como mendigos. Também que os "aparelhos culturais" são elitizados. Eu até digo que existe o CCBB, existe o SESC, n atividades gratuitas acontecendo por aqui, mas no fundo concordo, porque sei que o que ele fala é verdade.

O primeiro símbolo, que aparece na forma de chaveiro, é "criado" durante pouquíssimo tempo para mim, com o símbolo da paz hippie, (paz e amor), "o círculo com as três linhas, assumido pelos hippies, que é originalmente o símbolo do desarmamento nuclear, criado por Bertrand Russell, em 1958, da fusão dos sinais usados pela linguagem dos semáforos para as letras N(uclear) e D(esarmamento)".

Eu arremato o dito cujo e o carrego comigo.

Na volta para casa, já quase chegando, às 4:15 da manhã, avisto um cidadão de meia-idade em uma cadeira de rodas, que me pede ajuda. Andar de cadeira de rodas em Santa Teresa, com calçadas estreitas, carros nestas calçadas, trilhos nas ruas, algumas de paralelepípedo, não é tarefa das mais confortáveis. Lá vou eu ajudá-lo. Ele solta as palavras de forma meio embaralhada, apesar de não ter "bafo" de cachaça ou correlatos. Tem uma mangueirinha de sonda, que não está mais no lugar. Já o empurrado durante alguns segundos, vou descobrindo seu nome, que ele quer ir para o Andaraí, para a Rua da Carioca, tomar um ônibus, algo do tipo. Pergunto como ele foi parar ali... Ele solta umas palavras, mas enrola mais do que fala. Pergunto como ele ficou paraplégico. Ele diz que foi caindo de uma altura de 4 metros. Passa um tempo e recebo a pergunta: "você não acredita em Deus não cara?!". Uma pergunta já um pouco contextualizada, é bom dizer. E eu reparo que ele tem uma uma cruz normal tatuada em seu braço com alguns dizeres bem pequenos e já ilegíveis.
Mais acima, há outra, uma cruz Caravaca, uma cruz com dois braços, mas sem os dois anjos ajoelhados a trazendo. "O significado continua sendo de proteção e é usada em forma de relíquia peitoral ou pedestal. Os dois braços representam a distinção arquiepiscopal ou patriarcal. Popularmente os dois braços significam fé redobrada".
Fonte:http://www.sobrenatural.org/Site/Religiao/caravaca/Introducao.asp

Meu ateísmo permitiu e permite que trocentas hipóteses passem pela cabeça. A mais provável para mim é a de que ele era um cavaleiro templário ferido e enviado de algum lugar no espaço-tempo para esbarrar comigo.

Ainda bem que há testemunhas. Ou será que o entregador de jornal também era fruto da minha imaginação?!

Ah, não posso deixar de mencionar o assunto da conduta "Straight Edge" com seu X como símbolo, que foi abordado no Bar do Gomes. Bem, quando eu esbarrar com um straight edger por aí, eu falo mais a respeito.

Ai ai...

Ao fundo (e ao raso): Noêmia Duque - Paz, Amor & Atitude
http://www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=14649

Citação: "A humanidade transformou-se em uma grande família, tanto que não podemos garantir a nossa própria prosperidade se não garantirmos a prosperidade de todos. Se você quer ser feliz, precisa resignar-se a ver os outros também felizes." - Bertrand Arthur William Russell (1872 - 1970), 3º Conde Russell, filósofo, matémático, lógico, político, ativista.

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