Estréia dia 13 de março: UERJ - O Retorno
É verdade.
Começa o ano letivo na Uerj.
Graças aos meus horários pouco convencionais dedicados ao sono nos últimos dias, lá estou eu às 7:30 AM. Sete horas já seria demais.
É impressionante. Aquela montanha de concreto de 12 andares. E está tudo lá. Ou quase tudo... Porque roubaram uns computadores de sei lá onde e sabe-se lá mais o quê.
Há uma novidade. Estão lá as madeiras de escoramento (que me perdoem os engenheiros civis, desta vez) na rampa do 12º andar, que teve um pedaço "liberado para voar" durante as férias. E que felizmente não feriu ninguém.
Os rostos familiares aparecem. Os lugares familiares. E há também os rostos nunca antes vistos: os calouros.
As senhoritas com o sutiã por fora da blusa. Os rapazes sem camisa, ora na parede, ora no chão, entoando cânticos e gritos de guerra pouco singelos, mas bem divertidos. Depois todos descendo as rampas em fila de elefantinhos. Ah sim, claro! Sem esquecer dos cabides que ficam com as mochilas de todo mundo.
Depois haverá a tinta, o sinal, o dinheiro... ["Por mais forte que eu seja / Você está aqui / Dinheiro"] Mas essas etapas, como bom veterano meio anti-social que sou, já não acompanho.
Vem a hora do almoço e rumo para o Restaurante Popular Jornalista Jorge Curi, localizado no Estádio Mário Filho. Onde troca-se R$ 1 por uma refeição com direito à sobremesa, refresco, fruta, sopa, pãozinho, nutricionistas em seus jalecos brancos.
Ai ai, pode parecer incrível, mas estava com saudades de tudo daquilo.
O grandão que diz: a bandeja, a bandeja! - pedindo pra levantar a bandeja para que ele sirva o arroz.
Um senhor calvo, grisalho, com bigode, camisa verde, calça bege, bíblia na mão, que repousa a bandeja na mesa e antes de sentar-se, levanta as mãos aos céus e agradece pela refeição.
Alguns rostos sofridos. Outros nem tanto. Desgastados devido ao calor. Muitos trabalhadores. Os idosos. Mães com seus mulekotes e mulekotas. Famílias inteiras.
Populismo?! Bem, pode até ser. Mas aquilo ali me deixa feliz. Sinto-me extremamente bem.
Ei, mas isso aqui tá parecendo um diário de adolescente!
Bem, com o tempo talvez melhore.
Ao fundo (e ao raso): Arctic Monkeys - When the sun goes down [que aborda o universo das ruas à noite com suas "moças de vida fácil"]
Citação: ""A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena." - Seu Madruga (Ramón Valdez, ator mexicano, 1923 - 1988)
Começa o ano letivo na Uerj.
Graças aos meus horários pouco convencionais dedicados ao sono nos últimos dias, lá estou eu às 7:30 AM. Sete horas já seria demais.
É impressionante. Aquela montanha de concreto de 12 andares. E está tudo lá. Ou quase tudo... Porque roubaram uns computadores de sei lá onde e sabe-se lá mais o quê.
Há uma novidade. Estão lá as madeiras de escoramento (que me perdoem os engenheiros civis, desta vez) na rampa do 12º andar, que teve um pedaço "liberado para voar" durante as férias. E que felizmente não feriu ninguém.
Os rostos familiares aparecem. Os lugares familiares. E há também os rostos nunca antes vistos: os calouros.
As senhoritas com o sutiã por fora da blusa. Os rapazes sem camisa, ora na parede, ora no chão, entoando cânticos e gritos de guerra pouco singelos, mas bem divertidos. Depois todos descendo as rampas em fila de elefantinhos. Ah sim, claro! Sem esquecer dos cabides que ficam com as mochilas de todo mundo.
Depois haverá a tinta, o sinal, o dinheiro... ["Por mais forte que eu seja / Você está aqui / Dinheiro"] Mas essas etapas, como bom veterano meio anti-social que sou, já não acompanho.
Vem a hora do almoço e rumo para o Restaurante Popular Jornalista Jorge Curi, localizado no Estádio Mário Filho. Onde troca-se R$ 1 por uma refeição com direito à sobremesa, refresco, fruta, sopa, pãozinho, nutricionistas em seus jalecos brancos.
Ai ai, pode parecer incrível, mas estava com saudades de tudo daquilo.
O grandão que diz: a bandeja, a bandeja! - pedindo pra levantar a bandeja para que ele sirva o arroz.
Um senhor calvo, grisalho, com bigode, camisa verde, calça bege, bíblia na mão, que repousa a bandeja na mesa e antes de sentar-se, levanta as mãos aos céus e agradece pela refeição.
Alguns rostos sofridos. Outros nem tanto. Desgastados devido ao calor. Muitos trabalhadores. Os idosos. Mães com seus mulekotes e mulekotas. Famílias inteiras.
Populismo?! Bem, pode até ser. Mas aquilo ali me deixa feliz. Sinto-me extremamente bem.
Ei, mas isso aqui tá parecendo um diário de adolescente!
Bem, com o tempo talvez melhore.
Ao fundo (e ao raso): Arctic Monkeys - When the sun goes down [que aborda o universo das ruas à noite com suas "moças de vida fácil"]
Citação: ""A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena." - Seu Madruga (Ramón Valdez, ator mexicano, 1923 - 1988)
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