Público x Pessoal
Cá estava eu aqui defronte a um Personal Computer estudando para as duas provas que eu tenho no começo desta semana vindoura... Decido eu instalar um Kurumin Linux num HD de 10 GB... No meio do processo, eu me vejo no Guiadohardware.net (site mantido por Carlos E. Morimoto e colaboradores que desenvolvem a distribuição Kurumin). E lá começo a ler um artigo de cujo nome "Computador público x computador pessoal" chama minha atenção.
Um resumo do artigo (retirado do mesmo):
"O conceito de "Computador pessoal" foi implantado há muito tempo, lá na década de 80, quando a IBM, seguido pela Apple, e hoje, estamos muito habituados no fato de cada pessoa ter seu próprio computador, seja um desktop ou um notebook. É justamente aí que entra a questão do conceito de computador público. Havendo interesses, isso pode ser levando adiante, tornando o uso de um computador algo não degradável, em termos de manutenção, personalizável e compartilhado, onde não há desperdício de tempo, dinheiro e recursos, tanto de máquina quanto de natureza."
O conceito de computador pessoal se sustenta desde...
Qual foi mesmo o primeiro PC? Quando ele surgiu mesmo? Ih, polêmica...
Segundo esse quiz, foi o SIMON (1950), da Berkeley Enterprises, empresa de Edmund Callis Berkeley, co-fundador da ACM (Association for Computing Machinery) e autor de "Giant Brains, or Machines That Think {1949)". O dito cujo PC recebia instruções através de uma fita de papel perfurada e dava as respostas das operações através de luzes no painel.
Mas além do SIMON, reparem no Xerox Alto (1973) e seu monitor em modo retrato! Que belezoca!
Voltando ao assunto, o paradigma do computador pessoal está por aí há uns 30 (ou 50) anos e o problema do lixo tecnológico e da exclusão digital continua a pleno vapor.
Googlando, eu encontrei uma matéria de Filipe Serrano, de nome "Tecnologia rima com ecologia?", no site do caderno Link do Estadão. Além de ser em bom português, a matéria é dividida em vários tópicos interessantes, dentre eles um que aborda a questão "Se todo mundo tivesse um PC?", com as decorrências de aumento na demanda energética que normalmente são ignoradas.
Na matéria há inclusive (no meu modo de ver) abordagens incoerentes, como a que fala que "Daniel Castello trabalha a distância em sua casa para evitar pegar carro e poluir"...
Bem, mas se todos pudessem trabalhar à distância e, com isso, tivessem um computador pessoal em casa e evitassem pegar o carro, estariam degradando o ambiente também, uma vez que o processo fabril de um PC é bem pouco eficiente em se tratando do uso de recursos naturais e, além disso, as matrizes energéticas de grande parte do mundo não são nada "limpas".
Voltando mais ao assunto ainda (o que deu origem a este tópico), é óbvio que o paradigma de computador público não aniquilaria o de computador pessoal. Assim como o transporte público e o privado, os dois já coexistem. Existem computadores públicos (ou não tão públicos assim devido ao acesso limitado) em bibliotecas, "lan houses", cafés, escolas e universidades... Há inclusive projetos especiais voltados para a inclusão digital e cidadania: os chamados Telecentros.
Estou escrevendo e interagindo com o Google... Com isso, estou ficando mais feliz.
Telecentros em Niterói
Telecentros em São Paulo
Serpro inaugura mais 3 telecentros no Rio de Janeiro
Mas o que mais me chamou atenção no artigo do Júlio Cesar Bessa Monqueiro é " Uma solução simples para este problema é criar um sistema onde as pessoas podem mexer a vontade no Linux, instalar, modificar o sistema, e, a cada reinicialização tudo voltasse à estaca zero. Isso facilitaria a vida de quem quer possuir um telecentro, ou até mesmo facilitaria para o governo, que poderia implantar maior número de computadores pois a manutenção deles seria quase que nula."
Com isso, a possibilidade de personalização e a interação de um usuário com qualquer computador público (seja ele de um telecentro ou não) seria extremamente otimizada. Associada a conexões de banda larga, drives virtuais, web 2.0, arquiteturas orientadas a serviços et cetera causaria uma grande reviravolta no paradigma do computador pessoal, através do fortalecimento do "computador público".
Amém.
Um resumo do artigo (retirado do mesmo):
"O conceito de "Computador pessoal" foi implantado há muito tempo, lá na década de 80, quando a IBM, seguido pela Apple, e hoje, estamos muito habituados no fato de cada pessoa ter seu próprio computador, seja um desktop ou um notebook. É justamente aí que entra a questão do conceito de computador público. Havendo interesses, isso pode ser levando adiante, tornando o uso de um computador algo não degradável, em termos de manutenção, personalizável e compartilhado, onde não há desperdício de tempo, dinheiro e recursos, tanto de máquina quanto de natureza."
O conceito de computador pessoal se sustenta desde...
Qual foi mesmo o primeiro PC? Quando ele surgiu mesmo? Ih, polêmica...
Segundo esse quiz, foi o SIMON (1950), da Berkeley Enterprises, empresa de Edmund Callis Berkeley, co-fundador da ACM (Association for Computing Machinery) e autor de "Giant Brains, or Machines That Think {1949)". O dito cujo PC recebia instruções através de uma fita de papel perfurada e dava as respostas das operações através de luzes no painel.
Mas além do SIMON, reparem no Xerox Alto (1973) e seu monitor em modo retrato! Que belezoca!
Voltando ao assunto, o paradigma do computador pessoal está por aí há uns 30 (ou 50) anos e o problema do lixo tecnológico e da exclusão digital continua a pleno vapor.
Googlando, eu encontrei uma matéria de Filipe Serrano, de nome "Tecnologia rima com ecologia?", no site do caderno Link do Estadão. Além de ser em bom português, a matéria é dividida em vários tópicos interessantes, dentre eles um que aborda a questão "Se todo mundo tivesse um PC?", com as decorrências de aumento na demanda energética que normalmente são ignoradas.
Na matéria há inclusive (no meu modo de ver) abordagens incoerentes, como a que fala que "Daniel Castello trabalha a distância em sua casa para evitar pegar carro e poluir"...
Bem, mas se todos pudessem trabalhar à distância e, com isso, tivessem um computador pessoal em casa e evitassem pegar o carro, estariam degradando o ambiente também, uma vez que o processo fabril de um PC é bem pouco eficiente em se tratando do uso de recursos naturais e, além disso, as matrizes energéticas de grande parte do mundo não são nada "limpas".
Voltando mais ao assunto ainda (o que deu origem a este tópico), é óbvio que o paradigma de computador público não aniquilaria o de computador pessoal. Assim como o transporte público e o privado, os dois já coexistem. Existem computadores públicos (ou não tão públicos assim devido ao acesso limitado) em bibliotecas, "lan houses", cafés, escolas e universidades... Há inclusive projetos especiais voltados para a inclusão digital e cidadania: os chamados Telecentros.
Estou escrevendo e interagindo com o Google... Com isso, estou ficando mais feliz.
Telecentros em Niterói
Telecentros em São Paulo
Serpro inaugura mais 3 telecentros no Rio de Janeiro
Mas o que mais me chamou atenção no artigo do Júlio Cesar Bessa Monqueiro é " Uma solução simples para este problema é criar um sistema onde as pessoas podem mexer a vontade no Linux, instalar, modificar o sistema, e, a cada reinicialização tudo voltasse à estaca zero. Isso facilitaria a vida de quem quer possuir um telecentro, ou até mesmo facilitaria para o governo, que poderia implantar maior número de computadores pois a manutenção deles seria quase que nula."
Com isso, a possibilidade de personalização e a interação de um usuário com qualquer computador público (seja ele de um telecentro ou não) seria extremamente otimizada. Associada a conexões de banda larga, drives virtuais, web 2.0, arquiteturas orientadas a serviços et cetera causaria uma grande reviravolta no paradigma do computador pessoal, através do fortalecimento do "computador público".
Amém.
Comentários
Deixo aqui minhas lembranças, gostei do seu blog, muito divertido!
Abraços,
Anderson.